| O que é Gestão de Crises? |
| Crise é uma das palavras menos bem compreendidas do idioma português. Talvez de todos os idiomas. É vista como uma desgraça, uma catástrofe, o fim do mundo. Crise é o momento de decidir, de escolher, de agir. Simplificando, é a hora da verdade, de mostrar do que pessoas, organizações, instituições e países são feitos. Crise não é uma catástrofe porque pode ser prevista, muitas vezes. Evitada, outras tantas. Ou, na maioria das situações, gerida com técnica e habilidade. A crise que mais assusta é aquela deixada solta, sem lenço nem documento. Livre para destruir, para arrasar a reputação arduamente conquistada, por uma empresa, um governo, um jogador de futebol ou um artista. A crise nos ronda como as sombras, pois é um contraponto à luz. E a Crise de Comunicação é das piores, daquelas que põem os porta-vozes contra a parede, com vontade de sumir em um buraco sem fim. Para as empresas que investem na ‘chuva de boas notícias’, na divulgação das boas realizações, a crise abala, mas não derruba. Balança, mas não cai. Mas quem só vira notícia por uma situação crítica, bem, não terá fundos na caderneta de poupança da reputação. Sacar a descoberto, neste caso, significa usar o crédito rotativo da reputação. Os juros são elevados, além de outras taxas impagáveis. Por isso, a Casa da Notícia trabalha, na situação ideal, para detectar ameaças aos clientes, do ponto de vista da comunicação. Propõe ações para evitar o pior. Divulga as boas notícias que toda boa empresa tem. Nas emergências, ajuda a divulgar as explicações da empresa, prepara seus porta-vozes para uma comunicação transparente e direta. Propõe o diálogo e a informação como antídotos à crise. E atua na pós-crise, na hora de reconstruir a reputação abalada. É por tudo isso que consideramos a palavra crise mais sutil do que é geralmente compreendida. Crise, em realidade, é o que ocorre quando não estamos preparados para enfrentar as crises. |